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PROBLEMÁTICA DAS DEMOLIÇÕES NO BAIRRO DE NAUFRAGADOS É DEBATIDO NA CÂMARA
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A Câmara de Vereadores destinou o uso da tribuna durante o grande expediente da sessão ordinária desta quarta-feira (15/8), para debater a problemática das demolições no bairro Naufragados. Uma comissão formada por moradores da região fizeram uso do espaço para pedir ao Legislativo que ajude a comunidade a garantir os seus direitos e preservar a história no local.

Representando a Associação dos Moradores da Praia dos Naufragados (AMOPRAN), Ademar do Espírito Santo, fez um breve relato da memória de Naufragados. “Temos que respeitar as questões antropológicas e nossas raízes culturais”.

Nerilson Almeida da Silva, advogado e representante do Seu Andrino, que teve seu estabelecimento comercial demolido recentemente, destacou a importância do apoio político para construir uma solução para a comunidade. “Temos que levar em consideração a contribuição que os moradores trazem para o local, como o conservacionismo cultural, proteção ao meio ambiente, aspectos ignorados pela Justiça”.

Na sequência utilizando a tribuna, Seu Adrino, que já reside há mais de 40 anos em Naufragados pediu ajuda aos parlamentares. “Nem prefeitura e nem o Estado me ajudaram, tudo que foi construído e feito para manter o estabelecimento saiu do meu bolso. O que vai ser de mim agora sem a minha fonte de renda para comprar os meus remédios?”.

O Engenheiro Agrônomo Ricardo Luiz Scherer, explanou aspectos técnicos sobre a decisão que envolve a  região. “A área não está homologada como terreno de marinha, sendo assim, a sentença se torna ilegal.”

Para o vereador Pedrão (PP), um dos autores do requerimento para utilização da tribuna, a capital precisa valorizar suas raízes culturais. “Queremos que a nossa Florianópolis permaneça com a sua cultura viva em cada uma das regiões protegidas pelos moradores”

Os vereadores Dalmo Meneses (PSD), Marquito (PSOL), Maikon Costa (PSDB), Lino Peres (PT), Afrânio Boppré (PSOL), Lela (PDT), Erádio Gonçalves (PR), Dinho (MDB), Jeferson Backer (PSDB) e Renato da Farmácia (PR), também utilizaram a tribuna em apoio a comunidade do Naufragados.

O presidente da Câmara, vereador Roberto Katumi (PSD), apontou que a Casa irá atuar ativamente nestas discussões. “A Câmara jamais irá se calar diante do que estão fazendo com o nosso povo. Iremos destinar o tempo deste parlamento para levantar essa bandeira e agir de forma preventiva para que acontecimentos como esse do Seu Andrino não atinja outras comunidades”.

AÇÕES FUTURAS

No mesmo dia, durante a sessão desta quarta-feira (15/8), foram assinados dois requerimentos como objetivo acompanhar e resguardar as comunidades do extremo Sul da Ilha. O primeiro é para a criação de uma Comissão Parlamentar Especial com foco em analisar  os conflitos socioambientais referentes a ocupação e uso do solo. O segundo é para que o IPUF estude a possibilidade de definir a comunidade do Naufragados como Área de Proteção Cultural (APC).

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