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Aprovada lei que proíbe trotes em universidades de Florianópolis

Câmara Municipal de Florianópolis aprovou, na quarta-feira (20), por unanimidade, projeto de lei que proíbe o trote universitário nos logradouros públicos do município de Florianópolis. De autoria do vereador Claudinei Marques (Republicanos), proposta visa evitar o constrangimento físico, moral e intelectual dos alunos nas universidades em Florianópolis.

Após saber de vários casos de trotes que deixaram marcas naqueles que passaram por atos, tratados como uma simples brincadeira, o republicano que sempre visa em seu mandato a bandeira da juventude e educação, propôs esse projeto, que agora é lei para em defesa dos mesmos, serem acolhidos e protegidos pelo Poder Público na Capital catarinense.

“Preservar a pessoa é valorizar o ser humano, nosso projeto agora sancionado visa evitar traumas e situações de vergonha que muitos são obrigados a passar. Temos casos no Brasil em que esses trotes até mesmo levaram a óbito. Queremos evitar aqui a desvalorização desses jovens que chegam a nova etapa de sua vida, e o começo de um futuro”, relatou o Republicano.

Entende-se como trote universitário atos que: ofendam a integridade física, moral e psicológica, que traga constrangimento ou que exponha, publicamente, de forma vexatória. Todo início de semestre letivo ouvimos falar de algum trote que causa algum tipo de dano ao calouro. É uma espécie de iniciação que passa no início do ano letivo para começar sua trajetória universitária sendo por atos de violência, vergonha ou desonra.

O parlamentar destaca que a lei não se aplica aos trotes solidários, de ações sociais na recepção dos novos universitários. “Caso o trote seja solidário, não nos opomos jamais, pois até não se trata de trote e sim de ajudar ou apoiar uma causa em prol do próximo, ações assim devem ser valoradas e cada vez mais incentivadas. Nosso projeto sancionado visa evitar qualquer tipo de maleficio aos universitários em nossa Capital”, disse Claudinei Marques.

O primeiro trote universitário no país, aconteceu em 1831, acabando com morte na Faculdade de Direito de Olinda. Desde então, a maioria das instituições proíbe a prática, mas o ritual continua e, em muitos casos, com violência física, moral expondo muitos ao vexame.

 

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